quinta-feira, 11 de junho de 2026

MUNDOS HABITADOS[1]

 


Miramez

 

Pluralidade dos mundos

São habitados todos os globos que se movem no espaço?

Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se têm por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino globo o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que só para eles criou Deus o Universo.

Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há de ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes. (Allan Kardec)

Questão 55 / O Livro dos Espíritos

 

Dependendo da forma de vida sobre a qual queiramos saber, ela existe em todo lugar! Tudo que saiu das mãos do Criador esplende vida; no entanto, em se tratando de vida física, com pelo menos as aparências da que existe na Terra, a resposta toma outras direções.

Se alguém que não conhecesse a Terra tivesse uma visão de todas as casas nela construídas, e perguntasse se todas elas são habitadas por seres humanos, o que responderíamos? "Certamente, que nem todas. Muitas delas estão desabitadas; outras foram feitas com determinados objetivos que não o de moradia; outras serão destruídas por já terem cumprido suas missões"... e, assim, sucessivamente. O mesmo se dá com os mundos que circulam no universo de Deus. Nem todos são habitados, por seres humanos, por formas visíveis. A lógica nos leva a essa realidade, constatada durante nosso aprendizado, nas oportunidades de visitar alguns mundos desabitados, estudando a missão dos mesmos em outros rumos da harmonia divina, quando tivemos a ventura de constatar mundos habitados por seres com aparência idêntica à dos companheiros da Terra, uns mais adiantados, outros mais atrasados. É bom que salientemos que não existe algo inútil no seio da criação, pois, se Deus é a Inteligência Suprema, como iria fazer coisas sem proveito? Isso não cabe na mente do homem dotado de raciocínio e dominado pelo saber.

Cabe-nos dizer que o homem deste século se encontra ansioso para conhecer outros mundos, e o prêmio dos esforços consecutivos será as próprias descobertas. Entrementes, é preciso que os cientistas materiais descubram-se e ensinem aos seus irmãos a se descobrirem. Cada Espírito é um universo em miniatura e as leis de fora são as mesmas de dentro das almas. Basta sejam estudadas e respeitadas, para que a luz se faça nos caminhos das criaturas. O que existe fora, existe dentro; o que está no alto está no baixo. O empenho na Terra é o de educar os outros, o que muito louvamos, mas necessário se faz que nos eduquemos em primeiro lugar.

Quando estamos viajando, temos de aprender primeiro os caminhos do lugar objetivado; e os caminhos para a grande viagem dos conhecimentos exteriores começa por dentro do coração. Muitos insistem, perguntam e estudam, as prováveis vindas de seres superiores à Terra, por veículos siderais, e mesmo nos perguntam se são prováveis essas visitas. Respondemos que sim, com toda a certeza. No entanto, é necessário o preparo, e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é a melhor cartilha para tal empreendimento. Podes trocar experiências com irmãos de outros mundos, essa é a lei, mas, é bom te conscientizares do que deves fazer dessas experiências assimiladas dos companheiros de pátrias mais elevadas que a tua. E quando alcançares igualmente outros mundos, que estejas preparado para levar a mensagem da fraternidade nas linhas do amor. Essa é a cooperação de uns para com os outros, no serviço do bem imortal.

Deus está vendo tudo o que se passa em todas as Suas casas, por intermédio dos Seus agentes, que moram em todos os mundos, e através das leis que palpitam em toda a criação.



[1] FILOSOFIA ESPÍRITA – Volume 2 – João Nunes Maia

quarta-feira, 10 de junho de 2026

APARIÇÕES RECÍPROCAS[1]

 


James G. Matlock

 

Aparições recíprocas estão entre os relatos mais intrigantes porque ambos os lados da experiência são representados: o perceptor afirma ter visto uma aparição enquanto o agente relata uma experiência correspondente. Tais casos têm relação diretamente com debates sobre telepatia, experiência fora do corpo e a possível exteriorização da consciência.

§  A divisão interpretativa central é entre a transmissão telepática de imagens e a ideia de que a consciência pode operar além do corpo.

§  Casos de aparição recíproca incluem depoimentos tanto de perceptivos quanto de agentes, conferindo-lhes uma estrutura de evidência mais forte do que relatos unilaterais de aparição.

§  Eles ocorrem em diversas condições, incluindo a vida acordada comum, estados fora do corpo e crises de quase-morte.

 

Natureza das Aparições Recíprocas

O termo pparition (aparição) é usado em pesquisas psi para o que popularmente são chamados de fantasmas. Aparições diferem das alucinações porque representam pessoas reais; muitos são verídicos de alguma forma. Normalmente, são apresentações visuais vistas sob boa luz e confundidas com a pessoa que representam, embora possam ser imagens parciais dele ou dela, e podem ser estritamente auditivas, táteis, olfativas ou (pelo menos em princípio) gustativas, em vez de, ou além delas, visuais. Aparições podem aparecer em sonhos, assim como em visões acordadas.

Aparição recíproca é o termo usado para uma aparição para a qual há (geralmente) um relatório correspondente da pessoa percebida, o agente presumido. Aparições recíprocas são comumente conectadas a experiências fora do corpo e experiência de quase-morte: o agente sente que sua consciência deixou o corpo e viajou para um local distante onde sua aparição é vista ou ouvida. Algumas aparições recíprocas resultam de esforços intencionais para projetar a consciência para o lugar distante. Aparições recíprocas podem ter agentes falecidos e foram relatadas em memórias do intervalo, onde um sujeito de caso de reencarnação lembra ter estado onde sua aparição é percebida.

Várias aparições recíprocas foram descritas no clássico Phantasms of the Living, publicado em 1886[2]. Outras foram coletadas em um estudo de acompanhamento por Eleanor Sidgwick em 1922[3]. Hornell e E.B. Hart analisaram uma série de aparições recíprocas uma década depois[4]. Exemplos mais recentes são apresentados por Titus Rivas e colegas e por Tricia Robertson[5]. A Aparição Wilmot,  tratado em uma entrada separada da Psi-Encyclopedia, é uma aparição recíproca bem conhecida. O caso de Maung Yin Maung (veja abaixo) relatado por Ian Stevenson inclui uma aparição recíproca relacionada a uma memória de intervalo.

 

Exemplos de aparições recíprocas

Connie e Margaret

Este caso recíproco de Phantasms of the Living apresenta uma aparição auditiva coletiva. Connie e Margaret, boas amigas de treze e quatorze anos, corriam por um caminho próximo a uma cerca viva quando ambas ouviram distintamente seus nomes serem chamados, duas vezes seguidas, assim: 'Connie, Margaret – Connie, Margaret'. Eles não viram ninguém no pomar ao lado, então foram até a casa, presumindo que um dos irmãos de Margaret os havia chamado de lá. No entanto, a mãe de Margaret garantiu que ninguém os havia chamado e eles então presumiram que deviam ter alucinado seus nomes.

Enquanto isso, o irmão de Connie, Ted, estava na cama em sua casa, febril e delirante. Quando a mãe de Margaret foi no dia seguinte perguntar por ele, foi informada de que, em seu delírio, ele de repente se sentou, apontou animado e declarou que viu Connie e Margaret correndo pela cerca viva da casa de Margaret. Ele chamou seus nomes, mas eles não lhe deram atenção. A mãe de Margaret perguntou em que horas isso aconteceu. Aconteceu que já passava do meio-dia, ao mesmo tempo em que Connie e Margaret tinham ido à casa, dizendo que tinham ouvido seus nomes serem chamados[6].

 

Sra. Smith

Esse caso também foi incluído em Phantasms of the Living. O agente era uma estudante de um grande internato que se retirou para se casar com o antigo diretor da escola, o Sr. Smith. Eles se mudaram e, por insistência do marido, ela cortou todo contato com os colegas de escola. Seis meses após o casamento, ela acordou de um sonho em que parecia estar de volta ao dormitório da escola com quatro meninas, duas das quais eram desconhecidas para ela. Uma das meninas desligou o gás e elas se recolheram para a noite. Ela seguiu duas até o quarto delas e as observou se preparando para dormir. Então ela foi até uma, pegou sua mão e disse: 'Bessie, vamos ser amigas'. Ao acordar do sonho, a Sra. Smith imediatamente confidenciou ao marido, que estava lendo ao seu lado na cama.

Três meses depois, a Sra. Smith visitou sua mãe e descobriu que havia recebido uma carta de Bessie, que estava escrevendo para perguntar se a Sra. Smith estava viva ou morta. Sua mãe não encaminhou a carta sem abrir, pois foi avisada de que não haveria comunicação entre a Sra. Smith e seus amigos da escola. O Sr. Smith posteriormente procurou e entrevistou Bessie, sem revelar o sonho, e soube que, aparentemente na mesma noite, Bessie havia ido dormir quando de repente gritou que tinha acabado de ver a Sra. Smith, que a tocou e disse 'Vamos ser amigas.' O Sr. Smith também soube que as outras duas meninas na suíte do dormitório eram recém-chegadas e não teriam sido conhecidas pela Sra. Smith quando ela estava na escola[7].

 

Sr. L

Este é outro caso recíproco de Phantasms of the Living, com o agente em estado de vigília quando sua aparição foi percebida. O marido inválido de Augusta Parker estava sendo tratado com passagens magnéticas nas costas e pernas pelo Sr. L, um hipnotista americano visitante. Numa tarde, o marido de Augusta pediu para ficar mais tempo do que o normal no jardim, em sua cadeira de rodas. Após o almoço, pouco depois das 14h, Augusta o observava de uma janela da casa quando viu um homem estranhamente vestido se aproximar e parecer falar com ele. Quando o marido dela chegou pouco tempo depois, ela perguntou quem era o homem, mas ele não sabia do que ela estava falando. Ninguém se aproximou ou falou com ele, afirmou.

Na visita seguinte do Sr. L, dois dias depois, ele se ofereceu para dizer que havia experimentado duas vezes uma sensação estranha, enquanto estava em outro lugar, de estar perto do marido de Augusta, uma vez na sala de estar deles e outra no jardim. Augusta percebeu que ele estava vestido da mesma forma que a figura que ela havia percebido com o marido. Ela perguntou quando isso aconteceu pela última vez e o Sr. L disse que foi dois dias antes. Ele tinha acabado de comer e estava sentado diante da lareira lendo um jornal, quando de repente parecia que estava em frente ao marido dela em sua cadeira de rodas no jardim. Ela lembrou perfeitamente do horário: era pouco depois das 14h. Augusta depois perguntou ao marido se ele havia contado ao Sr. L sobre sua visão, mas ele garantiu que não[8].

 

Olga Gearhardt

Em um caso recíproco mais recente, Olga Gearhardt quase morreu quando um transplante cardíaco deixou de funcionar corretamente. Durante várias horas de ressuscitação, ela teve o que acreditava ser um 'sonho estranho' no qual sentiu sua consciência sair do corpo. Por alguns minutos, ela observou médicos operando-a, depois foi para a sala de espera onde viu membros de sua grande família aguardando. Frustrada pela incapacidade de se comunicar com eles, ela deixou o hospital e viajou até a casa do único familiar que não estava lá – um genro que tinha um medo extremo de hospitais.

O genro acordou por volta das 2h15 da manhã e viu Olga parada aos pés de sua cama. Achando que, por algum motivo, a cirurgia dela havia sido adiada e ela tinha ido à casa dele, ele se sentou e perguntou como ela estava. 'Estou bem', ela respondeu. 'Eu vou ficar bem. Não há nada com que nenhum de vocês precise se preocupar.' Com isso, Olga desapareceu, e ele percebeu que ela não estava lá pessoalmente. Ele saiu da cama e anotou as horas e exatamente o que ela tinha dito para ele. Quando a filha de Olga ligou para ele depois para dizer que a operação foi um sucesso, ele respondeu: 'Eu sei que ela está bem. Ela já me contou pessoalmente[9]'.

 

Jenny

Tricia Robertson descreveu outro caso recente, envolvendo uma mulher escocesa que ela chama de Jenny, cujo filho havia se mudado para a África do Sul quando se casou. Ele tinha um filho, que Jenny viu uma vez como recém-nascido, mas não há dois anos e meio. Ela sentia falta do neto e estava ansiosa para ver como ele estava naquela época, então decidiu tentar se projetar para fora do corpo e visitá-lo. Na primeira vez que fez isso, se viu em um espaço negro, olhando para uma luz vaga à distância; assustada, ela 'se afastou' de volta ao corpo. Algumas noites depois, ela tentou novamente, com mais sucesso. Ela visualizou a sala de estar da casa do filho e se concentrou nela. Ela se imaginou ali, mas viu que estava vazia de todos os móveis. No dia seguinte, ela ligou para o filho e soube que ele havia se mudado e que a casa que ela havia visto agora estava vazia.

Sem contar ao filho o que estava tentando fazer, Jenny decidiu ir para a casa dos sogros dele, onde já havia ido em sua viagem anterior à África do Sul. Do teto, ela viu o sogro do filho sentado em uma cadeira, lendo um jornal. O homem olhou devagar e, aparentemente ao vê-la, gritou: 'Você não pode me tocar, eu sou Christian!' Mais divertida do que alarmada, Jenny 'wooo' voltou para o corpo. Após mais investigações, ela determinou a localização da nova casa do filho e fez outra tentativa de viajar para lá fora do corpo. Desta vez, ela se viu em uma casa que ela era desconhecida. Ela notou o estilo e as cores da suíte, as cortinas e outros móveis antes de 'voar' de volta para seu corpo. No dia seguinte, ela escreveu para o filho, pedindo que ele descrevesse sua suíte, entre outras coisas. A descrição que recebeu combinava com o quarto que ela havia visto.

Ainda sem contar ao filho sobre seu empreendimento, Jenny tentou novamente, desta vez para ver o neto, onde quer que ele estivesse. Ela se viu na beira de um parque olhando para as crianças brincando. Ela escolheu um garotinho que sentia ser ele. O garoto olhou para cima, puxou a saia da mãe, apontou para Jenny com um sorriso e disse: 'Olhe para a senhora'. Sua mãe espiou na direção que ele indicava, mas não viu nada; Ela disse que não, querido, não havia ninguém ali[10].

 

Sr. e Sra. EJ

Este caso incluído por Eleanor Sidgwick em sua resenha de 1922 tem uma percepção coletiva de uma pessoa há muito falecida; embora não tenhamos um relato do agente falecido, é natural classificar como um caso recíproco. Um Sr. e uma Sra. EJ sonharam independentemente com a mãe do Sr. EJ, que havia falecido dezessete anos antes. O Sr. EJ sonhou que ela entrava no quarto deles, passava pela cama dele, olhava para ele e ia até o pé da cama da esposa. Sua esposa sonhou que a mulher entrava no quarto, se inclinava sobre os pés da cama com os braços cruzados do jeito que sempre tinha na vida, e lhe contou que ouvira do falecido irmão do Sr. EJ, Fred, que não percebia o quão doente sua própria mãe estava; ela não viveria mais três meses. No final, a mãe da Sra. EJ viveu mais seis meses antes de falecer[11].

 

Maung Yin Maung

Ian Stevenson relatou este caso birmanês de um homem que aparentemente renasceu para seu irmão e cunhada após morrer quando seu avião leve caiu não muito longe de sua casa. Numa noite, pouco depois de sua morte, sua cunhada precisou usar o banheiro; quando saiu, ouviu o portão do complexo ranger, virou-se e viu ele entrar, caminhar até ela, depois parar. A princípio, ela acreditava que ele estava fisicamente presente, mas depois lembrou que ele estava morto. Ela falou com ele, dizendo que, como parecia que ele estava fixado neles, ele era bem-vindo para reencarnar na família, desde que não fosse desfigurado pelo acidente.

Seu marido, de dentro da casa, a ouviu falar e perguntou com quem ela conversava. Ela explicou, ao que ele respondeu: 'Você deve estar louca', mas quando ele se juntou a ela e eles olharam novamente, a aparição havia sumido. Naquela noite, porém, ele apareceu no sonho da mulher. No sonho, ele dormia na cama que ela e o marido normalmente ocupavam, enquanto eles estavam sentados por perto. Então viu sua mãe e uma de suas irmãs entrando no quarto. Eles imploraram para que ele fosse para casa com eles, mas ele recusou, dizendo que ficaria com o irmão e ela.

Quando Maung Yin Maung já tinha idade suficiente para falar, ele dava sua versão elogiosa da história. Depois que morreu, ele inicialmente ficou naquele local, mas de alguma forma se viu no portão da casa do irmão. Ele se lembrou de ter visto sua cunhada (agora sua mãe) sair do banheiro e 'se mostrou' para ela como uma aparição. Ele caminhou até ela até sentir que não podia avançar mais. Ele lembrou que ela disse: 'Se você tem essa fixação por nós, por que não se torna meu filho?' Ele também se lembrou de ter se comunicado com sua mãe e irmã de vidas passadas, que pediram que ele voltasse com elas, mas ele disse que ficaria com seu irmão e sua cunhada. Como se viu, na vida anterior, Maung Yin Maung teve uma briga com a irmã quando ela se casou com um homem que ele não aprovava[12].

 

Explicando Aparições Recíprocas

Aparições recíprocas podem ser explicadas de forma mais direta como a projeção da consciência, seja inconsciente ou deliberadamente, para um lugar distante. É assim que eles foram entendidos por FWH Myers, um dos autores de Phantasms of the Living. Em seu clássico Human Personality and Its Survival of Bodily Death, Myers forneceu exemplos marcantes de 'aparições experimentais', como são chamadas aquelas ligadas à projeção intencional da consciência, e então disse:

Nessas autoprojeções que temos diante de nós, não digo a realização mais útil, mas a mais extraordinária da vontade humana. O que pode estar além de qualquer capacidade conhecida além do poder de fazer com que uma aparência de si mesmo apareça à distância? … De todos os fenômenos vitais, eu digo, este é o mais significativo; essa autoprojeção é o único ato certo que parece que um homem poderia realizar igualmente bem antes e depois da morte corporal[13].

No entanto, o ponto de vista de Myers não tem sido unânime na pesquisa psíquica. O primeiro autor de Phantasms, Edmund Gurney, acreditava que tais casos poderiam ser melhor descritos como transmissões telepáticas. Sobre o caso de Connie e Margaret, ele concluiu:

Parece que temos, por parte das duas meninas, uma alucinação telepática, reproduzindo exatamente as palavras que estavam na boca e no ouvido do menino doente; e, por sua vez, uma visão refletida de suas mentes, ilustrando mais uma vez como o que poderia ser descrito como clarividência pode ser uma verdadeira variedade de transferência de pensamento[14].

Gurney achava que o agente telepático provavelmente era a pessoa no estado de consciência mais 'anormal', independentemente de ser o agente aparente ou o perceptivo. Assim, no caso da Sra. Smith, ele achava que ela era mais provável de ser a agente do que Bessie, que estava acordada quando viu a aparição[15]. Ele teve algumas dificuldades com o Sr. L, mas concluiu que a transmissão telepática provavelmente se originou nele, já que, segundo sua admissão, ele estava em um estado ligeiramente alterado na época[16].

Eleanor Sidgwick tendia a concordar com Gurney quanto à base telepática das aparições coletivas e recíprocas[17], mas CD Broad estava menos confiante. Broad considerou que, com aparições recíprocas, a teoria telepática 'é muito menos plausível como relato das experiências da pessoa cuja aparição é ostensivamente vista do que como relato das experiências daqueles que ostensivamente a veem. A teoria telepática precisa minimizar, ou interpretar de forma muito forçada, os relatos de experiências exploratórias dados por um número considerável de pessoas que as tiveram e relataram[18]'.

Os Harts também favoreciam a posição de Myers[19], assim como Stevenson, que, assim como Myers, observou que, em casos recíprocos, 'o agente frequentemente tem um forte desejo ou intenção de 'ir' até" o percipiente no momento da aparição. Se aceitarmos a reivindicação do agente vivo sobre atividade (e muitas vezes iniciativa) na experiência combinada, não podemos facilmente negar a possibilidade de um papel semelhante em pelo menos alguns casos em que o agente morreu[20]'.

 

Obras Citadas

§  Broad, C.D. (1962). Lectures on Psychical Research. London: Routledge & Kegan Paul.

§  Gurney, E., Myers, F.W.H., & Podmore, F. (1886). Phantasms of the Living (2 vols). Vol. 2. London: Society for Psychical Research.

§  Hart, H., & Hart, E.B. (1932–1933). Visions and apparitions collectively and reciprocally perceived. Proceedings of the Society for Psychical Research 41, 205-49.

§  Morse, M., with Perry, P. (1994). Parting Visions: Uses and Meanings of Pre-Death, Psychic, and Spiritual Experiences. New York: Villard Books.

§  Myers, F.W.H. (1903). Human Personality and Its Survival of Bodily Death (2 vols.). London: Longmans, Green and Co.

§  Rivas, T., Dirven, A., & Smit, R.H. (2016). The Self Does Not Die: Verified Paranormal Phenomena from Near-Death Experiences. Durham, North Carolina, USA: International Association for Near-Death Studies.

§  Robertson, T. J. (2015). More Things You Can Do When You’re Dead: What Can You Truly Believe? Guildford, Surrey, UK: White Crow Books.

§  Sidgwick, E.M. (1922). Phantasms of the living. Proceedings of the Society for Psychical Research 33/86, 23-429.

§  Stevenson, I. (1982). The contribution of apparitions to the evidence for survival. Journal of the American Society for Psychical Research 76, 341-58.

§  Stevenson, I. (1983). Cases of the Reincarnation Type. Volume IV: Twelve Cases in Thailand and Burma. Charlottesville, Virginia, USA: University Press of Virginia.

 

Traduzido com Google Tradutor



[2] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 153-67; cases 303–308.

[3] Sidgwick (1922), 354-423.

[4] Hart & Hart (1932–33).

[5] Rivas, Dirven, & Smit (2016), 157-70; Robertson (2015), 91-92.

[6] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 164-65; case 308

[7] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 159-62; case 306.

[8] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 162-64; case 307.

[9] Morse with Perry (1994), 22-24.

[10] Robertson (2015), 91-92.

[11] Sidgwick (1922), 358-59.

[12] Stevenson (1983), 280-81. 288-89.

[13] Myers (1903), vol. 1, 296-97. Seus relatos de aparições experimentais aparecem nas páginas 292-96.

[14] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 165.

[15] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 161.

[16] Gurney, Myers, & Podmore (1886), vol. 2, 164.

[17] Sidgwick (1922), 354-423.

[18] Broad (1962), 238; italics in original.

[19] Hart & Hart (1932–33).

[20] Stevenson (1982), 352-53.

terça-feira, 9 de junho de 2026

SOCIEDADE ESPÍRITA DO SÉCULO XVIII[1]

 


Allan Kardec

 

Ao Senhor Presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

 

Senhor Presidente,

 

Não é de 1853, época em que os Espíritos começaram a manifestar-se pelo movimento das mesas e por pancadas, que data o restabelecimento das evocações. No histórico do Espiritismo, que lemos em vossas obras, não mencionais uma Sociedade como a nossa, cuja existência, com grande surpresa minha, foi revelada por Mercier, em seu Tableau de Paris, edição de 1788, no capítulo intitulado Spiritualistes, 12º volume. Eis o que ele diz:

Por que a Teologia, a Filosofia e a História mencionam várias aparições de Espíritos, de gênios ou de demônios? A crença de uma parte da Antiguidade era a de que cada homem tinha dois Espíritos: um bom, que convidava à virtude, e outro mau, que incitava ao mal.

Uma seita nova acredita no retorno dos Espíritos a este mundo. Ouvi várias pessoas que estavam realmente persuadidas de que há meios para os evocar. Estamos rodeados por um mundo que não percebemos. À nossa volta estão seres dos quais não fazemos a menor ideia; dotados de uma natureza intelectual superior, eles nos veem. Não há vazio no Universo: eis o que asseguram os adeptos da ciência nova.

Assim, a volta das almas dos mortos, aceita em toda a Antiguidade, de que zombava a nossa filosofia, é hoje aceita por homens que não são nem ignorantes, nem supersticiosos. Todos esses Espíritos, aliás chamados na Escritura os Príncipes do Ar, estão sempre sob as ordens do Senhor da Natureza. Aristóteles diz que os Espíritos aparecem frequentemente aos homens por necessitarem uns dos outros. Não me refiro aqui senão ao que nos dizem os partidários da existência dos gênios.

Se acreditamos na imortalidade da alma precisamos admitir que essa multidão de Espíritos pode manifestar-se depois da morte. Entre essa imensidade de prodígios de que estão cheios todos os países da Terra, se ocorrer um só, a incredulidade será um contrassenso. Creio, portanto, que não haveria menos temeridade em negar do que em sustentar a verdade das aparições. Estamos num mundo desconhecido.

Não se poderá acusar Mercier de incredulidade e de ignorância. No extrato que precede vemos que não rejeita a priori as manifestações dos Espíritos, conquanto não tenha tido ocasião de as testemunhar. Entretanto, como homem prudente, adiava seu julgamento até maiores informações. A propósito do magnetismo já havia dito: “Isto é tão misterioso, tão profundo e tão inacreditável que devemos rir, ou cair de joelhos. Eu não faço nem uma coisa, nem outra: observo e espero”.

Seria interessante saber por que essas evocações, retomadas em 1788, foram interrompidas até 1853. Teriam os membros da Sociedade, que delas se ocupavam, perecido durante a Revolução? É lamentável que Mercier não tenha revelado o nome do presidente daquela Sociedade.

Recebei etc.

Det...

Membro titular da Sociedade.

 

Observação – O fato relatado por Mercier tem importância capital e um alcance que ninguém poderá desconhecer.

Prova, já naquela época, que homens apreciáveis por sua inteligência ocupavam-se seriamente com a ciência espírita. Quanto à causa que levou à extinção dessa Sociedade, é provável que as perturbações que se seguiram tiveram grande papel em tudo isso; mas não é exato dizer que as evocações foram interrompidas até 1853. É verdade que em torno dessa época as manifestações tiveram maior desenvolvimento, mas está provado que elas jamais cessaram.

Em 1818 tivemos em mãos uma notícia manuscrita sobre a Sociedade dos Teósofos, que existia no começo deste século e que pretendia, através do recolhimento e da prece, entrar em comunicação com os Espíritos, era, provavelmente, a continuação da Sociedade de que nos fala Mercier. Desde o ano 1800 o célebre abade Faria, de acordo com um cônego seu amigo, antigo missionário no Paraguai, ocupava-se da evocação e obtinha comunicações escritas. Todos os dias ficávamos sabendo que certas pessoas as obtinham em Paris, muito antes que se cogitasse dos Espíritos na América. Mas é preciso dizer também que antes dessa época todos aqueles que possuíam semelhante conhecimento faziam mistério; hoje, que é do domínio público, ele se vulgariza, eis toda a diferença. Se fosse uma quimera não se teria implantado em alguns anos nos cinco continentes; o bom-senso já lhe teria feito justiça, precisamente porque cada um está em condições de ver e de compreender. Certamente ninguém contestará o progresso que essas ideias fazem diariamente, e isso nas camadas mais esclarecidas da sociedade. Ora, uma ideia que demanda o raciocínio, que cresce e se plenifica pela discussão e pelo exame, não tem as características de uma utopia.



[1] REVISTA ESPÍRITA – outubro/1859 – Allan Kardec

segunda-feira, 8 de junho de 2026

EMMA HARDINGE BRITTEN[1]

 


K.M. Wehrstein

 

O Espiritismo do século XIX avançou não apenas por meio de sessões espíritas, mas também por meio de incansáveis palestrantes, editores e organizadores, e Emma Hardinge Britten esteve próxima ao centro dessa expansão. Musicista, médium, escritora e ativista, ajudou a levar ideias espiritualistas pela Grã-Bretanha, América e além, ao mesmo tempo em que moldava a cultura impressa da empresa.

 

§  Emma Hardinge Britten se movia com incomum facilidade entre performance, mediunidade, jornalismo, palestras públicas e construção de movimentos.

§  Ela colaborou com H.P. Blavatsky na fundação da Sociedade Teosófica em 1875, antes que a aliança se dissolvesse em rivalidade.

§  Sua carreira posterior combinou aulas missionárias com edição, escrita prática sobre ocultismo e grandes obras autobiográficas e históricas sobre o Espiritismo.

 

Vida

Emma Hardinge Britten nasceu Emma Floyd em 2 de maio de 1823 em Bethnal Green, uma paróquia perto de Londres. Ela era a filha mais velha sobrevivente de Anne Sophia Bloomfield e Ebenezer Floyd, cuja ocupação é descrita de diversas maneiras como marinheiro, professor e boticário (portanto, ele pode ter sido os três)[2]. Não se sabe como ela adquiriu o nome do meio Hardinge: possivelmente era um nome artístico, embora alguns levantem a hipótese de que ela teve um breve e malsucedido primeiro casamento. Quando criança, Emma demonstrou grande talento musical. Segundo seu próprio relato, ela também demonstrou habilidades mediúnicas e precognitivas[3].

Ebenezer Floyd morreu em 1934, depois que a família se mudou para Bristol. Aos onze anos, para sustentar a mãe e os dois irmãos sobreviventes, Emma começou a ganhar dinheiro ensinando música e se apresentando como cantora e pianista; sua estreia pública foi noticiada no Bristol Mercury em 29 de novembro de 1838. Na adolescência, ela também publicou músicas sob um pseudônimo masculino. Em 1840, enviada a Londres para construir sua carreira sob a tutela de um empresário, ela se envolveu com um grupo de ocultistas conhecido como o "Círculo Órfico", que usava crianças como "clarividentes e sonâmbulos[4]" e provavelmente exerceram forte influência sobre ela. Aos dezenove anos, ela já era atriz, apresentando-se nos teatros Covent Garden, Sadler's Wells e Adelphi, e em Paris.

Convidada a se apresentar na Broadway, em 1855, Britten viajou para Nova York com sua mãe e permaneceu nos Estados Unidos por dez anos. Durante esse período, ela se juntou ao movimento espiritualista, que crescia rapidamente e foi lançado pelas Irmãs Fox no estado de Nova York. Britten mudou o foco de seu trabalho do palco para o púlpito e a mesa de sessões espíritas, viajando por todos os Estados Unidos para apresentações e sessões. Segundo ela mesma, isso ocorreu a pedido de espíritos insistentes[5]. Ela editou um periódico, organizou um concerto espiritualista e produziu uma coleção de contos. Também se envolveu na política como defensora da abolição da escravatura, dos direitos das mulheres e de outras reformas, e foi uma militante e, posteriormente, oradora em homenagem a Abraham Lincoln[6].

Em 1865, ela retornou à Inglaterra para difundir os ensinamentos do Espiritismo, causando forte impressão; como relatou o autor James Robertson, "Pessoas do meio literário como William Howitt ficaram maravilhadas com a doçura da dicção, o fluxo contínuo de pensamentos elevados e inspiradores, expressos sem preparação ou esforço[7]". Pelo resto da vida, ela alternou entre o Reino Unido e os Estados Unidos em suas palestras, com incursões também no Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Britten começou a se destacar como escritora espiritualista no final da década de 1860; antes disso, a maioria de suas obras publicadas eram transcrições de palestras. Seu livro Rules For The Formation And Conduct Of Spirit Circles (ver Obras abaixo), publicado no Reino Unido em 1868, é seu texto mais reproduzido em ambos os lados do Atlântico, segundo o biógrafo Marc Demarest. Sua primeira grande obra publicada foi um relato de 565 páginas sobre o espiritualismo americano e a polêmica espiritualista, publicado em 1870, intitulado Modern American Spiritualism: A Twenty Years Record Of The Communion Between Earth And The World Of Spirits. Ela continuou a escrever diversas outras obras instrutivas, incluindo mais sobre como conduzir sessões espíritas e manter círculos espirituais, e como investigar manifestações espirituais. Com Alfred Kitson e H.A. Kersey, ela foi coautora de The Lyceum Manual: A Compendium Of Physical, Moral, And Spiritual Exercises For Use In Progressive Lyceums Connected With British Spiritualist Societies, cuja décima sétima edição revisada foi publicada em 1992.

Em 1870, Emma Hardinge casou-se com o homem que a acompanharia em seus esforços espiritualistas pelo resto da vida, William Godwin Britten. Assim como ela, ele era originário da Inglaterra, mais especificamente de Londres, e um espiritualista fervoroso. Em sua certidão de casamento, declarou-se "palestrante". O casal experimentou com eletricidade como método de cura e, de fato, abriu um consultório, o que levou Emma a publicar sobre o assunto. Eles também lançaram uma publicação intitulada The Western Star, que circulou até que seu escritório fosse fechado pelo Grande Incêndio de Boston em 1872[8]. Com obras como Ghost Land; or, Researches into the Mysteries of Occultism, os escritos de Emma se voltaram mais para técnicas ocultistas práticas. Em 1875, ela colaborou com H.P. Blavatsky na fundação da Sociedade Teosófica, mas a rivalidade entre as duas pôs fim à parceria.

Após uma última longa viagem missionária, primeiro à Califórnia e depois à Austrália e Nova Zelândia em 1878 e 1879, os Brittens mudaram-se para Manchester, Inglaterra, onde permaneceram pelo resto de suas vidas. Emma continuou dando palestras mais perto de casa e editou duas publicações (Two Worlds e Unseen Universe). Ela continuou escrevendo até sua morte, incluindo uma autobiografia que foi publicada postumamente. William morreu em 1894 e Emma em 2 de outubro de 1899, aos 76 anos.

 

Biografias

Britten despertou o interesse de muitos biógrafos, sendo celebrada como uma "mulher inteligente" da era vitoriana que transcendeu as restrições impostas pelo sexo e pela classe social para se tornar uma líder de destaque em um movimento rumo a uma revolução espiritual/intelectual.

Entre os biógrafos notáveis ​​estão Lisa Howe, cuja tese de doutorado sobre a vida de Britten foi contextualizada em sua época e na cultura e religião vigentes[9], e Marc Demarest, curador de um abrangente site sobre Britten (veja abaixo); sua biografia é ricamente ilustrada com reproduções de fontes[10].

Sua autobiografia foi compilada a partir de seus diários e publicada por sua irmã Margaret Wilkinson em 1900. Demarest observa que o livro não é isento de falhas: "Ela não contou mentiras deslavadas, mas tergiversou, distorceu e omitiu informações[11]".

 

Legado

Demarest escreve que Emma Britten "dedicava-se a substituir o que considerava uma tradição cristã repressiva e destrutiva por uma nova religião, baseada na sobrevivência da personalidade após a morte e na perfectibilidade – uma fé científica (como ela a via)[12]".

Embora o auge do Espiritismo já tenha passado, ele continua a existir como denominação religiosa no Reino Unido e nos EUA, tendo se espalhado pelo mundo. Sua influência como fonte de ensinamentos permanece forte; por exemplo, os 'sete princípios do Espiritismo' usados ​​pela Spiritualists’ National Union (UK) derivam em grande parte de sete princípios articulados pela primeira vez por Britten em uma palestra no Cleveland Hall, em Londres, em 30 de abril de 1871:

 

I believe in the Fatherhood of God,

The Brotherhood of Man,

The immortality of the Soul,

Personal Responsibility,

Compensation and Retribution hereafter for all the good or evil deeds done here,

And a path of eternal progress open to every human soul that wills to tread it by the path of eternal good[13].

 

Demarest conclui:

Ela e seus pares abriram o canal que permitiu o despejo do rio do oculto no mar da cultura moderna – teórica, mecânica e estruturalmente”. Ele observa que “espiritual, mas não religioso” é agora uma denominação aceita e que “muito do que Emma acreditava… sobrevive em nosso discurso cultural e em nossas próprias visões de mundo individuais – apenas usamos terminologia diferente[14].

 

Publicações selecionadas

         Extemporaneous speaking No. 7: Mrs. Emma Hardinge on spirit mediums (1868). [Extracted from the Brighton Observer (10 April).]

         Rules to be Observed When Forming Spiritual Circles (1868). Boston: Colby and Rich.

         What is Spiritualism? With her directions for the formation and conduct of spirit circles (1868). Address, appended to the Second Annual Report of the Glasgow Association of Spiritualists. Glasgow: H Nisbet.

         Modern American Spiritualism: Twenty Years’ Record of the Communion Between Earth and the World of Spirits (1870). New York: Self-published.

         On The Spirit Circle and the Laws of Mediumship (1871). London: J Burns, Progressive Library and Spiritual Institution.

         Ghost Land; or, Researches into the Mysteries of Occultism (1876). Chicago: Progressive Thinker Publishing House.

         On the Road, or, The Spiritual Investigator: A Complete Compendium of the Science, Religion, Ethics, and Various Methods of Investigating Spiritualism (1878). Melbourne, Sydney and Adelaide: George Robertson.

         Spiritualism: Is It a Savage Superstition? (1878). Transcript of a lecture given at the Opera House, Melbourne, Australia, 9 June.] Melbourne, Sydney, and Adelaide, Australia: George Robertson.

         Spiritualism Vindicated and Clerical Slanders Refuted: In Answer to Mr. W.D. Green (1879). Dunedin, New Zealand: George T. Clark.

         Nineteenth Century Miracles or Spirits and Their Work in Every Country on Earth (1883). New York: William Britten, Lovell & Co.

         The Autobiography of Emma Hardinge Britten (1996), M. Wilkinson, ed. Essex, UK: SNU Publications. [Originally published 1900, Manchester; preserved on the Internet Archive.]

 

Uma lista completa das obras de Emma Hardinge Britten (incluindo algumas performances) pode ser encontrada aqui . Uma segunda bibliografia, incluindo obras sobre ela, pode ser acessada no Internet Archive aqui.

 

Site

Um site com materiais de interesse acadêmico sobre Britten e sua obra pode ser acessado aqui . De acordo com a página inicial, "Os materiais incluem edições anotadas de todos os principais textos de EHB, bibliografias de fontes primárias e secundárias , um breve resumo biográfico da vida de EHB, cronologias com registros documentais, diversos artefatos da vida de EHB e artigos e trabalhos sobre tópicos relacionados aos estudos sobre EHB." O site também inclui um blog do criador, Marc Demarest, que relata seu trabalho de pesquisa em andamento e apresenta fontes adicionais.

 

Literatura

§  Britten, E.H. (1900, 1996). The Autobiography of Emma Hardinge Britten, ed. by M. Wilkinson. Essex, UK: SNU Publications. [Originally published 1900, Manchester; preserved on the Internet Archive.]

§  Demarest, M. (2011). Back From Jerusalem: The Life and Times of Emma Hardinge Britten, Spiritualist Propagandist. [PDF slide presentation.]

§  Howe, L.A. (2015). Spirited pioneer: The life of Emma Hardinge Britten. [Published online at FIU Electronic Theses and Dissertations.]

§  Robertson, J. (1908). Spiritualism: The Open Door to the Unseen Universe. London: L.N. Fowler & Co.

§  Spiritualists’ National Union (n.d.). Emma Hardinge Britten & the Seven Principles. [Web page.]

 

Traduzido com Google Tradutor



[2] Demarest (2011). Todas as informações desta seção foram extraídas desta fonte, exceto quando indicado o contrário.

[3] Britten (1900).

[4] Howe (2015), 3.

[5] Britten (1900), 45.

[6] Howe (2015), 5.

[7] Robertson (1908), 320.

[8] Howe (2015). Britten descreve o Grande Incêndio de Boston vividamente em sua autobiografia.

[9] Howe (2015).

[10] Demarest (2011).

[11] Demarest (2011), 146.

[12] Demarest (2011), 150.

[13] Spiritualists’ National Union (n.d.).14 Demarest (2011), 150-51.

[14] Demarest (2011), 150-51.