Jacques André Pezzani nasceu em
30 de outubro de 1818, em Lyon, França. Filho de Claude Pezzani e Marie
Bernard. Casou-se com Jaqueline Pauline Virginie Merk, com quem formou família.
Filósofo de primeira ordem, teve grande destaque intelectual em sua época. Foi
premiado pela Académie des Sciences Morales por sua obra Les Principes
Supérieurs de Morale [Os Princípios Superiores da Moral], e atuou como
advogado da Corte Imperial de Lyon, além de escrever para jornais e revistas,
sempre com erudição incomum.
Pezzani era também um pensador
respeitado entre espíritas e espiritualistas. A Bibliothèque Nationale de
France (BNF) conserva 47 obras de sua autoria. Allan Kardec, o Codificador da
Doutrina Espírita, tinha nele um colaborador atento e consultor de confiança,
recorrendo à sua sólida erudição linguística em passagens de O Evangelho
Segundo o Espiritismo. É célebre a explicação de Pezzani sobre o verbo
“odiar”, em Lucas 14:26, mostrando que, no grego, no hebraico e no siríaco, o
termo equivalia a “amar menos”, e não a hostilidade literal.
Sua obra mais conhecida, La
Pluralité des Existences de l’Ame [A Pluralidade das Existências da Alma],
publicada em 1864 pela livraria Didier, em Paris, foi recebida como um marco
pela comunidade espírita e espiritualista. Logo após seu lançamento, foi
elogiada por periódicos como La Vérité – Journal du Spiritisme,
dirigido por E. V. Edoux, em Lyon. Pezzani também colaborava sob os pseudônimos
A.P., Philaléthès e Erdna.
A trajetória espiritual de Pezzani
revela-se como um fio luminoso que atravessa culturas, épocas e missões
distintas. Na antiga China, ele encarnou como pintor, usando as cores e formas
como instrumentos de evangelização, quando o Cristianismo ainda dava seus
primeiros passos no Oriente. Por meio da arte, traduziu para aquela cultura os
símbolos da fé nascente, antecipando em imagens a mensagem que os séculos
posteriores fixariam em palavras. Agora, no Brasil, Pezzani se manifesta de
forma mais próxima e direta, oferecendo, por meio da psicografia, mensagens de
consolo e fé raciocinada. Da arte na China, passando pela filosofia e pela
moralidade na França, até a palavra consoladora na atualidade, sua trajetória
evidencia a continuidade de uma mesma missão: ser mensageiro da verdade e da
esperança, unindo beleza, razão e amor no serviço ao Evangelho de Jesus.
A Revue Spirite noticiou
sua desencarnação em duas ocasiões: Junho de 1877 (20º ano, nº 6, p. 200);
janeiro de 1878 (21º ano, nº 1, p. 38).
Segundo sua certidão de óbito,
enviada pelos Archives Municipales de Lyon em 1999, Pezzani desencarnou em 17
de maio de 1877, às 11h30 da manhã, em sua residência na Rue Martin, nº 1, aos
58 anos de idade. O registro foi testemunhado por Alphonse Robin, negociante,
29 anos, solteiro, e Charles Malet, negociante, 40 anos.
Referências em ABNT
§
PEZZANI, Jacques
André. La pluralité des existences de l’âme. Paris: Didier, 1864.
§
PEZZANI, Jacques
André. Les principes supérieurs de morale. Lyon: Académie des Sciences
Morales, [s.d.].
§ REVUE SPIRITE. Décès
d’André Pezzani. Revue Spirite, Paris, 20e année, n. 6, p. 200, juin 1877.
§ REVUE SPIRITE. André
Pezzani. Revue Spirite, Paris, 21e année, n. 1, p. 38, jan. 1878.
§
ARCHIVES
MUNICIPALES DE LYON. Certidão de óbito de Jacques André Pezzani, falecido em 17
mai. 1877, Lyon. Cópia expedida em S08 jul. 1999.

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