Marcus Stone - Interrupted duel
Miramez
Duelo
Poder-se-á considerar o duelo como um assassínio por parte
daquele que, conhecendo a sua própria fraqueza, tem a quase certeza de que
sucumbirá?
“É um suicídio.”
a) - E quando as probabilidades são as mesmas para ambos
os duelistas, haverá assassínio ou suicídio?
“Um e outro.”
Em todos os casos, mesmo
quando as probabilidades são idênticas para ambos os combatentes, o duelista
incorre em culpa, primeiro, porque atenta friamente e de propósito deliberado
contra a vida de seu semelhante; depois, porque expõe inutilmente a sua própria
vida, sem proveito para ninguém. (Allan Kardec)
Questão 758 / O Livro dos Espíritos
Felizmente já não existe mais o
duelo, do modo que se processava em tempos idos. Hoje, os duelistas passaram
para outra faixa: em vez das armas que tiram a vida física, usam as armas da
língua e da escrita, que por vezes ferem mais e a mais pessoas.
Somente o Evangelho de Jesus tem
o poder de educar as criaturas para que elas compreendam a necessidade de se
amarem umas às outras, como nos deliberou Jesus, depois de amar a Deus. A
Doutrina dos Espíritos vem nos esclarecer que somente se limpa a honra, amando,
trilhando os caminhos de Jesus, tendo como meta a caridade.
O duelo é um assassínio
premeditado; é a velha história de "limpar a honra". O duelo tanto
poderia ser considerado como assassínio, como suicídio, porque sempre um
sucumbia por simples momento de orgulho e vaidade. Em tempos idos, um dos
duelistas ia para a luta sabendo que era mais fraco, mas ia pela honra, certo
de que deveria morrer. Essas as falsas crenças, filosofias monstruosas, que
devoram os meios de educar e de servir a Deus na grande casa, onde a
fraternidade vigora em busca da paz de consciência.
O Mestre dos mestres já pregava
o perdão das ofensas, e ainda acrescentava que deveríamos orar pelos que nos
ofendem e caluniam. Não é preciso mais nada para eliminar o ódio, por sermos
todos filhos de Deus e irmãos em Jesus.
Hoje, o duelo é diferente, é
duelo da vingança, do orgulho que ainda existem entre os homens, duelo do
egoísmo que não se afastou das criaturas, se movendo em muitas dimensões, para
se esconder da palavra do Divino Mestre. Mas, a Doutrina Espírita, como força
pesquisadora, vai em busca desses monstros que devoram todas as possibilidades
da humanidade e os expulsa do coração das almas, colocando neles o amor.
O Evangelho de Jesus tem todas
as possibilidades divinas de nos instruir acerca do resguardo da vida. Neste
caso, por exemplo, busquemos a Marcos, no capítulo um, versículo vinte e cinco,
que se refere às palavras de Jesus, deste modo, onde podemos comparar as nossas
necessidades espirituais.
Mas Jesus o
repreendeu dizendo:
Cala-te,
e sai desse homem.
No caso de todos os duelos, em
todas as suas faixas que podem atingir, com a ação do Espíritos superiores
junto à humanidade, podemos ouvir, se desejarmos, a voz do Mestre neste
sentido: "Cala-te e sai deste homem", porque sempre o homem violento
atrai para junto de si desencarnados da mesma índole, e acaba fazendo coisas
parecidas com o próprio duelo.
Estando o Evangelho dentro do
coração da criatura, ela tem o poder de falar, expulsando os demônios das
ideias más, tornando-se livre por conhecer a verdade. Os dias que passam são os
piores, para que possamos atingir uma certa disciplina, encontrando muitas
dificuldades em educar os próprios pensamentos, visto que podemos ter ideias e
alimentá-las, ideias suicidas, ideias-duelos de uma ferocidade incrível,
capazes de matar a muitos pela sua ação invisível aos olhos humanos.
Não devemos, nem podemos, tirar
a vida de ninguém, deixando isso para quem a deu. É de bom alvitre que
estudemos com boa vontade as leis que nos cercam a todos. De passo a passo, a
compreensão nos invade o coração e nos faz sorrir, pela paz que passa a surgir
no ambiente dos sentimentos.
O tempo e a própria natureza nos
falam que logo iremos ficar livres de todos os tipos de duelos e assassinos.
Passará o mundo e a humanidade reinará com e pelo amor.
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