Antônio Moris Cury - outubro/2026
É excelente
aprender, seja o que for, sob todos os pontos de vista.
Aprender é obter conhecimento
das ciências, das artes, das letras, da música, da filosofia, da história. São
alguns poucos exemplos apenas para ilustrar, uma vez que é incontável a
quantidade do que se pode aprender a cada dia e, deveras importante, consolidar
o conhecimento adquirido, pois ele será nosso para todo o sempre.
Somos Espíritos, neste momento
encarnados no planeta Terra com o objetivo de aprender, crescer, evoluir,
progredir em seu mais amplo sentido e avançar na busca incessante pelo
aperfeiçoamento pessoal, na direção da Luz e de Deus.
Quando ocorrer a desencarnação,
que a seu tempo chegará para todos, sairemos do corpo físico, que irá se
decompor ou será cremado, mas não sairemos da vida, pois somos Espíritos
imortais.
Todo o conhecimento adquirido e
consolidado permanecerá conosco, uma vez que o Espírito é o arquivo da memória
e jamais se perderá, vale dizer, pertence-nos verdadeiramente. Também nos
pertencem as virtudes conquistadas e a inteligência desenvolvida.
Com este brevíssimo apanhado,
não é difícil concluir que trabalharemos, estudaremos e aprenderemos sempre, e
cada vez mais, diante da imortalidade do Espírito, valendo repetir para
enfatizar: viveremos para sempre!
Entendemos que essa é uma
conclusão racional, que para nós faz todo o sentido, fruto de convicção pessoal
obtida com o estudo contínuo da Doutrina Espírita, que não impõe nada a
ninguém.
Por outro lado, vale relembrar a
definição de educação dada por Allan Kardec, o ínclito professor e codificador
da Doutrina Espírita:
A
educação é o conjunto dos hábitos adquiridos[2].
Vale destacar que a leitura é um
saudável hábito, que incorporamos com muita facilidade se tivermos interesse,
esta mola propulsora que nos movimenta no mundo físico.
A leitura e o estudo, além de
serem tarefas agradáveis e prazerosas, têm enorme significado pessoal para
todos nós, porquanto aumentam o índice de nossa informação e de nosso
conhecimento, facilitam a compreensão dos mais diversos assuntos, enriquecem o nosso
vocabulário, aperfeiçoam o nosso modo de escrever e de falar, permitem-nos
incontáveis comparações e, por isso, sólido embasamento nas conclusões. Por
consequência, passamos a ter novas ideias e maior lucidez, frutos dos
conhecimentos adquiridos.
Parece-nos muito claro o
benefício de quem lê e estuda, uma vez que o conhecimento adquirido e
consolidado nos pertence individualmente, não havendo ladrão capaz de roubá-lo
nem ferrugem que o possa corroer, assim como ele é absolutamente inalienável,
visto que nem mesmo a morte do corpo físico tem o poder de transferi-lo aos
nossos herdeiros e sucessores.
A informação, o estudo e o
conhecimento da Doutrina Espírita estão à nossa disposição através do
empréstimo gratuito de obras que as Casas Espíritas oferecem.
Com efeito, as cinco obras
básicas do Espiritismo (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O
Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese) podem
ser consideradas uma síntese do conhecimento humano, razão suficiente para
recomendar-se a sua leitura e, principalmente, o seu estudo.
Relevante mencionar que a
informação pode ser obtida por amplos e variados modos: leitura de livros,
jornais, revistas, além do rádio e da televisão, e também pela internet, a rede
mundial de computadores, que coloca o mundo à nossa disposição, onde quer que
nos encontremos, mas que precisa ser acessada com bastante cuidado, atenção e
bom senso, diante de tantos absurdos e desinformação que temos visto em
profusão no dia a dia.
Se usada a Inteligência
Artificial (IA), por exemplo, é importante observar o que está escrito ao final
de qualquer pesquisa feita: A IA pode cometer erros. Por isso, cheque as
respostas.
Não podemos deixar de registrar
aqui a interessantíssima observação
sobre instrução feita pelo eminente médium, escritor e palestrante espírita
Raul Teixeira:
É através da
instrução, de ajuntar por dentro de nós tanto saber, que nos candidatamos a
sábios, vivendo o amor de Deus na relação com o próximo[3].
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