sexta-feira, 9 de outubro de 2026

APRENDER, APRENDER SEMPRE[1]

 


Antônio Moris Cury - outubro/2026

 

É excelente aprender, seja o que for, sob todos os pontos de vista.

 

Aprender é obter conhecimento das ciências, das artes, das letras, da música, da filosofia, da história. São alguns poucos exemplos apenas para ilustrar, uma vez que é incontável a quantidade do que se pode aprender a cada dia e, deveras importante, consolidar o conhecimento adquirido, pois ele será nosso para todo o sempre.

Somos Espíritos, neste momento encarnados no planeta Terra com o objetivo de aprender, crescer, evoluir, progredir em seu mais amplo sentido e avançar na busca incessante pelo aperfeiçoamento pessoal, na direção da Luz e de Deus.

Quando ocorrer a desencarnação, que a seu tempo chegará para todos, sairemos do corpo físico, que irá se decompor ou será cremado, mas não sairemos da vida, pois somos Espíritos imortais.

Todo o conhecimento adquirido e consolidado permanecerá conosco, uma vez que o Espírito é o arquivo da memória e jamais se perderá, vale dizer, pertence-nos verdadeiramente. Também nos pertencem as virtudes conquistadas e a inteligência desenvolvida.

Com este brevíssimo apanhado, não é difícil concluir que trabalharemos, estudaremos e aprenderemos sempre, e cada vez mais, diante da imortalidade do Espírito, valendo repetir para enfatizar: viveremos para sempre!

Entendemos que essa é uma conclusão racional, que para nós faz todo o sentido, fruto de convicção pessoal obtida com o estudo contínuo da Doutrina Espírita, que não impõe nada a ninguém.

Por outro lado, vale relembrar a definição de educação dada por Allan Kardec, o ínclito professor e codificador da Doutrina Espírita:

A educação é o conjunto dos hábitos adquiridos[2].

Vale destacar que a leitura é um saudável hábito, que incorporamos com muita facilidade se tivermos interesse, esta mola propulsora que nos movimenta no mundo físico.

A leitura e o estudo, além de serem tarefas agradáveis e prazerosas, têm enorme significado pessoal para todos nós, porquanto aumentam o índice de nossa informação e de nosso conhecimento, facilitam a compreensão dos mais diversos assuntos, enriquecem o nosso vocabulário, aperfeiçoam o nosso modo de escrever e de falar, permitem-nos incontáveis comparações e, por isso, sólido embasamento nas conclusões. Por consequência, passamos a ter novas ideias e maior lucidez, frutos dos conhecimentos adquiridos.

Parece-nos muito claro o benefício de quem lê e estuda, uma vez que o conhecimento adquirido e consolidado nos pertence individualmente, não havendo ladrão capaz de roubá-lo nem ferrugem que o possa corroer, assim como ele é absolutamente inalienável, visto que nem mesmo a morte do corpo físico tem o poder de transferi-lo aos nossos herdeiros e sucessores.

A informação, o estudo e o conhecimento da Doutrina Espírita estão à nossa disposição através do empréstimo gratuito de obras que as Casas Espíritas oferecem.

Com efeito, as cinco obras básicas do Espiritismo (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese) podem ser consideradas uma síntese do conhecimento humano, razão suficiente para recomendar-se a sua leitura e, principalmente, o seu estudo.

Relevante mencionar que a informação pode ser obtida por amplos e variados modos: leitura de livros, jornais, revistas, além do rádio e da televisão, e também pela internet, a rede mundial de computadores, que coloca o mundo à nossa disposição, onde quer que nos encontremos, mas que precisa ser acessada com bastante cuidado, atenção e bom senso, diante de tantos absurdos e desinformação que temos visto em profusão no dia a dia.

Se usada a Inteligência Artificial (IA), por exemplo, é importante observar o que está escrito ao final de qualquer pesquisa feita: A IA pode cometer erros. Por isso, cheque as respostas.

Não podemos deixar de registrar aqui a interessantíssima  observação sobre instrução feita pelo eminente médium, escritor e palestrante espírita Raul Teixeira:

É através da instrução, de ajuntar por dentro de nós tanto saber, que nos candidatamos a sábios, vivendo o amor de Deus na relação com o próximo[3].



[1] MUNDO ESPÍRITA – nº 1707 - Ano 94

[2] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 1987. pt. 3, cap. III, q. 685a. Comentários de Kardec.

[3] TEIXEIRA, Raul. “Vida e valores”. Curitiba: FEP, 2016. v. 1, pt. 2, cap. 10.

Nenhum comentário:

Postar um comentário