Miramez
Amor materno e filial
Estando em a Natureza o amor materno, como é que há mães
que odeiam os filhos e, não raro, desde a infância destes?
Às vezes, é uma prova que o Espírito do filho escolheu,
ou uma expiação, se aconteceu ter sido mau pai, ou mãe perversa, ou mau filho,
noutra existência (392). Em todos os casos, a mãe má não pode deixar de ser
animada por um mau Espírito que procura criar embaraços ao filho, a fim de que
sucumba na prova que buscou. Mas, essa violação das leis da Natureza não ficará
impune e o Espírito do filho será recompensado pelos obstáculos de que haja
triunfado.
Questão 891 / O Livro dos Espíritos
Existem algumas mães que odeiam
os filhos, como filhos que não toleram as mães, porém, são poucos os casos.
Existe de tudo na Terra, entre os desencarnados, pela faixa espiritual em que
ela vive.
A humanidade se encontra em
estado de urgência para buscar melhores entendimentos sobre as leis naturais, e
ao passar por esse período, podem acontecer coisas, cuja fonte principal é a
ignorância. Jesus foi a bênção de Deus para a humanidade que sofria. Ele traçou
o caminho e mostrou os roteiros pelos quais a humanidade deveria trilhar com
segurança.
O Evangelho foi a luz, para os
que se encontravam nas trevas. É certo, há demora de assimilação dos preceitos
divinos e, para tanto, o Mestre é dotado de muita paciência, mas Ele nunca
deixa de nos ensinar como compreender os mandamentos, que resumiu em dois.
As mães que odeiam seus filhos,
ainda são Espíritos que dormem em relação ao amor, e os filhos que maltratam
seus pais se encontram nas trevas dos entendimentos superiores. Entretanto, não
estão perdidos, pois o tempo lhes vai mostrando a realidade. A vida constitui
uma semeadura; ao colhermos o que plantamos, a razão nos fala que não nos
convém a violência, a maldade, o ódio, o ciúme, o orgulho e o egoísmo. Às
vezes, pelo passado incorrigível do filho, ele escolheu a mãe que lhe seria
própria, para a educação dos seus instintos grosseiros, e vice versa; todavia,
a própria vida nos vai moldando todos os dias e mostrando que só o amor vale a
pena ser cultivado, em todos os ângulos da vida.
A mãe má não é um Espírito bom;
ela é escolhida de conformidade com o filho e com aquilo que ele deve passar,
temperando seus sentimentos e mostrando nele os pontos a serem modificados.
Deus conversa no silêncio com todos nós, pelos fios da natureza, e nós O
ouvimos pela consciência.
Se o filho é odiado, seus
sofrimentos, passados com paciência, não ficarão em vão. Deus o recompensará,
aliviando o seu fardo. Todo trabalhador é digno do seu salário, e antes dos
pais do mundo material, nós todos já tínhamos o verdadeiro Pai: Deus.
Mesmo que os pais não cuidem
moralmente dos filhos, existe o Pai do Céu, que nunca deixa órfãos Seus filhos.
Mesmo que os pais sofram pela conduta dos filhos, eles, igualmente, são filhos
de Deus. Ninguém se encontra desamparado da bondade do Senhor.
Lucas nos informa, no capítulo
vinte e um, versículo trinta e quatro, essa advertência de Jesus para
fortalecer nosso coração: Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos
suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as consequências da orgia,
da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha
sobre vós repentinamente como um laço. Os filhos que sofrem com os pais, e os
pais que sofrem com os filhos, devem se preparar e acautelar seus corações
contra os laços das trevas, envolvendo-se na caridade que salva os corações das
influências do mal.
Todos os que triunfam dos
obstáculos vencidos serão recompensados pelos seus esforços. Depois de vencidos
os testemunhos, que procurem ajudar aos que sofrem, é a missão, como Espírito
instruído nas provas, dar o que pode em favor dos que lutam nos caminhos
difíceis.
O sofrimento, por vezes, é a
melhor escola, desde quando não nos revoltemos com os testemunhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário