segunda-feira, 30 de março de 2026

 


HELENA PETROVNA BLAVATSKY [1]

 

Helena Petrovna Blavatsky nasceu em Ekaterinoslav, uma cidade às margens do rio Dnieper, no sul da Rússia, em 31 de julho de 1831, de acordo com o calendário juliano ou assim chamado “Old Style (Estilo Antigo)”, então vigente na Rússia. De acordo com o calendário gregoriano, a data seria 12 de agosto. Embora nenhum registro oficial tenha sido produzido da hora exata de seu nascimento, foi determinado com precisão suficiente por retificação astrológica, com base em vários acontecimentos importantes na vida de H.P.B., ter sido a 1:42h da manhã, hora local, que, equacionada para Greenwich, seriam 23:22h, em 11 de agosto de 1831.

 

Esboço geral de sua vida antes de sua obra pública.[2]

Uma edição definitiva dos Collected Writings of H. P. Blavatsky (Escritos Compilados de H. P. Blavatsky) apela para um breve levantamento de sua infância e de sua história familiar, a fim de familiarizar o leitor com as muitas vicissitudes durante aquele período inicial quando, pelo que sabemos até agora, H.P.B. ainda não havia embarcado em sua carreira literária.

As fontes do material relacionado a esse período são muito fragmentárias e incertas. Suas próprias declarações são frequentemente contraditórias e, portanto, não confiáveis, e as de seus amigos e parentes são muitas vezes confusas, com exceção de sua irmã Vera Petrovna de Jelihovsky, que mantinha um Diário e era uma escritora particularmente cuidadosa.

Por alguma razão curiosa, muitas das incertezas que poderiam ter sido pelo menos parcialmente eliminadas durante a vida de vários contemporâneos, permaneceram incontestadas, até tarde demais para fazê-lo, devido ao falecimento desses indivíduos ou à destruição de documentos conhecido por ter existido uma vez.

Em suma, o melhor que qualquer escritor moderno pode fazer é apresentar um relato fragmentário com uma série de lacunas óbvias ou uma escolha de alternativas possíveis, apoiada por referências a fontes de informação anteriores, deixando o leitor tirar suas próprias conclusões quanto ao curso mais provável dos acontecimentos.

Esta, talvez, não seja uma situação única, especialmente quando a natureza ocultista da carreira de H. P. Blavatsky é levada em consideração. A vida dos ocultistas genuínos ao longo dos tempos é, em sua maioria, pouco conhecida, e seus vários movimentos são, via de regra, incertos. Nenhum esboço biográfico completo com qualquer grau de autenticidade pode ser produzido no caso do conde de Saint-Germain ou do conde de Cagliostro, exceto por alguns breves períodos em suas carreiras; nem um biógrafo se sairia melhor no caso de Apolônio de Tiana, Samkarâchârya, Simão Mago, Zoroastro ou Pitágoras.

À medida que o tempo passa e a constante mudança de cenário no estágio cármico segue seu curso normal, os detalhes são esquecidos, os indivíduos desaparecem no fundo distante da perspectiva histórica e as testemunhas partem de suas cenas anteriores de ação, até que muito é deixado para a mera conjectura e especulação, no contexto de uma era em rápido retrocesso. É ainda mais assim no caso daqueles personagens estranhos e misteriosos cujas vidas são tecidas em um padrão único, cuja missão é devotada à libertação dos homens da escravidão dos sentidos, e que aparecem em nosso meio de tempos em tempos como símbolos de liberdade espiritual e como testemunhas vivas dos poderes ocultos do homem.

 

Pois os

“iniciados são tão difíceis de captar quanto o brilho do sol que reflete a onda dançante em um dia de verão. Uma geração de homens pode conhecê-los sob um nome em certo país, e a próxima, ou uma seguinte, vê-los como outra pessoa em uma terra remota.

Eles vivem em cada lugar enquanto são necessários e, em seguida – morrem ‘como um sopro’ sem deixar rastros.

 

Helena Petrovna Blavatsky faleceu em 8 de maio de 1891, na cidade de Londres, Reino Unido.



[2] Texto escrito por Boris de Zirkoff, para os Collected Writings of H. P. Blavatsky (Escritos Compilados de H.P. Blavatsky), Volume I, traduzido por Marly Winckler, disponível na AMAZON.

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