Amélia Zaira Junqueira Pitt,
filha de Modesto Antonio Pereira e Zaira Junqueira, nasceu em Rio Claro, SP, às
17 horas do dia 25 de dezembro de 1900.
Foram seus avós paternos João
Antonio Pereira e Maria Engracia Pereira e maternos, Francisco Ramiro de Assis
Junqueira e Amélia Pimentel de Oliveira.
Contraiu núpcias, em 24 de abril
de 1930, com o baiano de origem inglesa Oswaldo Ildefonso Pitt, negociante,
passando a assinar Amélia Zaira Junqueira Pitt. O casal teve uma filha e morou
em São Paulo.
Foi no lar paterno que Zaira
teve os primeiros contatos com o Espiritismo, através de sua mãe que realizava,
no lar, o Evangelho, com a participação de todos os filhos.
Sempre se interessando pelos
temas espirituais, na teoria e na prática, Zaira começou a realizar o culto
doméstico, uma prática que era comum à época. Fazia leitura do Evangelho com
aplicação de passes em adultos e também nas crianças.
Marcantes na sua vida foram as
doenças, que afetaram seus irmãos Alfen e Francisco e cuja cura se deu através
da Doutrina Espírita.
Alcançada por um câncer na
coluna vertebral, aos 40 anos de idade, Zaira recorreu a cirurgias espirituais,
através de um médium. Mas, as fortes
dores lhe exigiram o uso continuado, por muitos anos, de incômodo colete.
Pela força de sua grandeza
espiritual e somados os acontecimentos tristes com os familiares, Zaira passou
a dedicar-se intensamente à prática da caridade, chegando, em alguns momentos,
ao acolhimento de necessitados em sua própria casa.
As atividades de Zaira Pitt
foram muitas e multiplicaram-se, ao longo do tempo. São inúmeros os casos de
pessoas carentes atendidas por sua influência, de médiuns amparados e de
instituições espíritas ou de outras religiões auxiliadas.
Os familiares e amigos a
observavam sempre ativa e em busca de formas de amparar seus semelhantes. Uma
cadeira de rodas aqui, um prato de comida acolá; uma vaga num hospital para um
doente, viabilizada com o apoio de amigos; uma ajuda financeira continuada para
uma família sem condições de gerar renda...
Tudo isso se viabilizou pelo
fato de Zaira, em conjunto com sua credibilidade e confiabilidade de caráter,
ter arregimentado pessoas e amigos que a apoiaram. Realizando reuniões em sua
residência, para estudo e prática do Espiritismo, fez amizade com inúmeros
médiuns e figuras de destaque na sociedade, que, além da participação
doutrinária, encampavam suas iniciativas no campo assistencial, para o
atendimento aos que lhe batiam à porta ou àqueles que voluntariamente ela ia
procurar.
Deixando de realizar reuniões
espíritas em sua casa, por orientação espiritual, Zaira frequentou o Centro
Beneficente José de Andrade, no bairro de Perdizes, uma obra que ajudou a
edificar.
Entre os mecenas da obra
caritativa realizada por Zaira Pitt, pode-se citar Ribeiro Branco, diretor, por
longos anos, da Johnson & Johnson, que fornecia medicamentos para o
tratamento dos hansenianos do sanatório de Pirapitingui. Ele se tornou seu grande
amigo e era quem disponibilizava seu carro
para transportar medicamentos e mantimentos arrecadados para aquele
hospital. Ribeiro Branco foi seareiro abnegado, que muito ajudou Zaira no
atendimento ao pedido de Jésus
Gonçalves, para a construção do Centro Espírita Santo Agostinho e do
departamento para atender aos doentes visuais do Sanatório de Pirapitingui.
Maria da Conceição da Costa
Neves, atriz renomada, que atuou ao lado de Procópio Ferreira e outros
artistas, após deixar o teatro, enveredou pelo caminho da política e, como
deputada, veio a ser a grande defensora dos direitos dos portadores da
hanseníase.
Foram amigos de Zaira, Judith e
Procópio Noronha, que tinha estreito contato com Adhemar de Barros, governador do Estado, que
foi acessado, vez que outra, para viabilizar atividades de caridade. Muitos
outros ainda existiram como o empresário da Cerâmica Schmidt, os proprietários
da Granja Vianna.
Divaldo
Pereira Franco, em janeiro de 1951, ao visitar o Sanatório de Pirapitingui,
pela primeira vez, foi acompanhado por Zaira, que o conhecera em uma viagem que
fizera a Salvador, na Bahia, no ano anterior.
A partir daí, nas idas a São
Paulo, para as palestras, Divaldo se hospedava em casa dela.
Zaira mantinha contato habitual
com Francisco
Cândido Xavier, tanto pessoalmente como através de portadores que levavam e
traziam informações.
Entre inumeráveis personalidades
importantes na vida de Zaira, merece destaque o cardiologista Dante Pazzanese,
que lhe deu assistência direta e ininterrupta, em seus últimos dias na Terra.
Dante organizou uma equipe médica para acompanhar diuturnamente Zaira em sua
enfermidade.
Zaira desencarnou em 25 de julho
de 1973.
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