Madame Krell
Quando pensamos em dar uma
esmola ou fazer uma caridade, é natural que imaginemos dar bens materiais:
comida, dinheiro, roupas, remédios. Mas muitas vezes, o que as pessoas mais
precisam não é desses bens, mas sim da espiritualidade. A esmola espiritual é
doar um pouco da espiritualidade que você tem em si para quem mais precisa.
Algumas pessoas são pobres porque não têm Jesus no coração, e cabe a nós doar
um pouco de conhecimento de luz à essas pessoas, é isso que essa oração prega.
Veja abaixo:
v
Deem, deem sua esmola de compaixão, a compaixão
conduz à ternura, da ternura à caridade o passo é curto.
v
Deem, deem o sentimento tão doce que se chama
misericórdia, a misericórdia conduz ao amor, e o amor é o mais rico diamante do
escrínio do Criador.
v
Deem, hoje como sempre e sempre como hoje, pois
as lágrimas correm todos os dias, os corações sangram, as almas sofrem e,
frequentemente, se desesperam!
v
Deem, deem sem pesar e bebam com as mãos cheias
no tesouro espiritual, nesse tesouro inesgotável que aumenta quando dele se
toma.
v
Deem, ó meus irmãos, deem com as duas mãos e de
todas as maneiras; deem o bom conselho, deem a proteção, quando puderem, deem o
apoio, deem a instrução espiritual, deem essa esmola moral que vale mais do que
todas as outras, a do coração, a do pensamento!
v
Deem, sem muito se perguntarem, se aquele que
recebe é digno da sua caridade; lembrem-se de que os frutos da caridade são
algumas vezes tardios, que o verdadeiro devotamento não conta sobre o fruto,
quando ele planta o caroço ou quando se tira mudas do arvoredo.
v
Deem e amem verdadeiramente, quer dizer, com a
alma! Elevem seu pensamento acima do nível comum da vida, quer dizer, amem em
Deus, como ele e com ele!
v
Santifiquem sua esmola, unindo-a ao amor que os
transporta ao Criador! Toda criação é sua pátria, toda a humanidade terrestre é
sua família, generalizem e aumentem, pois, o sentimento do qual eu lhes falo,
espalhando-o sobre todos!
v
Deem, deem muito, e muito lhes será devolvido em
luz, em inteligência, em felicidade!
[1] Psicografado por Madame Krell a 2 de Novembro de 1874.
Do livro “Reflexos da Vida Espiritual”, M. Krell,1a. Edição, Ed. CELD (2002).

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