segunda-feira, 2 de março de 2026

JOSÉ BERNARDINO GONÇALVES TEIXEIRA[1]

 


 Rebuscando em edições remotas da “Revista de Espiritismo”, precisamente no número 4, 5 e 6 de Julho/Dezembro de 1938, fomos encontrar notícia acerca de mais uma ilustre personalidade do movimento espírita português das décadas de 20 e 30.

Infelizmente é difícil encontrar alusões a muitas outras personalidades que alimentaram o movimento de então, quer na sua florescência, quer na clandestinidade a que se viu remetido devido às atitudes perseguidoras do Estado Novo.

Sob o título “Figuras que Marcam”, encontrámos esta rubrica da autoria de Sousa Carvalho, editor da “Revista de Espiritismo”, em 1938, e que transcrevemos pelo seu interesse:

Em 25 de Janeiro de 1934[2], isto é, dois anos certos depois de ter perdido a esposa (20 de Novembro de 1932), falece, em Lisboa o Dr. José Bernardino Gonçalves Teixeira.

Possuidor de uma sólida cultura, este homem ilustre era, a par disso, de um carácter lídimo, de uma modéstia impressionante e de uma bondade difícil de igualar.

A morte de um filho, já formado em medicina, levou-o a procurar no espiritismo os lenitivos para a sua dura provação.

Sendo Director Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros — não hesitou em aceitar o cargo de presidente da Assembleia Geral da Federação Espírita Portuguesa, onde prestou os mais relevantes serviços.

Os graves desgostos, infligidos por alguns CORIFEUS do espiritismo, que por cá campeavam, levaram o Dr. José Bernardino Gonçalves Teixeira a abandonar um cargo, a que dera tanto lustre e elevação.

Que os adeptos da causa saibam enviar ao espírito do Dr. José Bernardino Gonçalves Teixeira pensamentos de amor e de gratidão.

Pelos vistos, a par das grandes figuras que perfilavam no movimento espírita português, evidenciam-se os problemas de entendimento que sempre os acompanharam, quando as diferentes perspectivas sobre um assunto não conseguiam ultrapassar as nuvens teimosas do personalismo paralisante. Ao fim e ao cabo, uma situação ainda do nosso quotidiano, a urgir mudança interior.

 

 

Atuação no movimento espírita[3]

Como Presidente da Assembleia Geral da Federação Espírita Portuguesa, exerce funções principalmente de natureza institucional e administrativa, entre as quais:

§  Coordenar e dirigir as reuniões da Assembleia Geral;

§  Garantir o cumprimento dos estatutos da Federação;

§  Supervisionar processos eleitorais internos;

§  Promover a participação democrática das associações espíritas federadas;

§  Representar a Assembleia Geral em atos oficiais e institucionais.

A sua atuação é associada ao incentivo da união entre centros espíritas portugueses, à formação doutrinária e ao fortalecimento organizacional do movimento espírita no país.



[2] Informação retificada pelo Chat GPT

[3] Informações obtidas pelo Chat GPT